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USAF fecha contrato de US$ 100 milhões com a Kongsberg para mísseis JSM no F-35A Lightning II

Dois militares inspecionam uma aeronave militar cinza estacionada em pista com equipamento militar.
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A Força Aérea dos EUA (USAF) segue ampliando seu estoque de mísseis de cruzeiro antinavio JSM após assinar um novo contrato, estimado em cerca de US$ 100 milhões, com a norueguesa Kongsberg. O entendimento cobre a produção e a entrega de novas unidades até o fim de junho de 2030, dentro do esforço de integrar essa capacidade de ataque aos caças F-35A Lightning II.

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Novo contrato para expandir a frota de mísseis JSM

A Kongsberg informou que o contrato, assinado em 16 de julho de 2026, estabelece o fornecimento de um novo lote do Joint Strike Missile (JSM) para a Força Aérea dos EUA. Com isso, a empresa sustenta o ritmo de fabricação de um dos principais mísseis ar-superfície projetados para operar com aeronaves de quinta geração.

Concebido como um míssil furtivo de quinta geração, o JSM foi pensado para ser levado nos compartimentos internos do F-35A. Esse detalhe ajuda a preservar a baixa assinatura de radar do caça durante as missões, algo decisivo para atuar em cenários com sistemas modernos de defesa aérea.

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Um programa que vem adicionando novos contratos desde 2024

Esse novo acerto se soma a uma sequência de contratos firmados entre a Kongsberg e a USAF. Em junho de 2024, ambas as partes anunciaram um Contrato de Ação Indefinida no valor de US$ 141 milhões para o fornecimento dos primeiros mísseis JSM destinados ao F-35A, com entregas previstas para começar em 2026.

Na sequência, em janeiro de 2025, o Departamento de Guerra dos EUA confirmou uma modificação nesse acordo para estender a produção. Como resultado, o valor total do contrato atingiu US$ 207,9 milhões, e a fabricação foi programada para continuar até 30 de setembro de 2027. Esse pacote também contemplou hardware de testes e diferentes itens de apoio logístico indispensáveis ao processo de integração do sistema.

Capacidades do Míssil Joint Strike (JSM)

O míssil Joint Strike (JSM) foi desenvolvido para cumprir missões de guerra antissuperfície (ASuW) e para engajar alvos em terra. Ele ainda traz um sistema de guiamento que pode ser ajustado durante o voo e uma ogiva maior do que a empregada no Naval Strike (NSM), outro míssil produzido pela Kongsberg.

Quanto ao desempenho, o JSM pode voar com perfis distintos conforme a tarefa. Segundo dados anteriormente divulgados pela empresa, seu alcance chega a cerca de 280 quilômetros em uma trajetória padrão e pode alcançar 560 quilômetros ao adotar um perfil alto-baixo, ampliando as possibilidades de emprego contra diferentes tipos de objetivos.

O programa do JSM começou em 2008, a partir de uma iniciativa conjunta entre a Kongsberg e a norte-americana Raytheon. Depois de dez anos de desenvolvimento e validação, o míssil deu início ao processo de integração ao F-35 em 2012 e, desde então, foi escolhido por Austrália, Canadá, Alemanha, Japão, Noruega e Estados Unidos, consolidando-se como uma das principais opções de míssil ar-superfície para a família de caças F-35.

Imagens meramente ilustrativas.

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