- Adicionar Zona Militar no Google: quer nos adicionar? Receba as notícias do Zona Militar diretamente no seu Google.
- Entre no canal do WhatsApp: participe do nosso canal oficial no WhatsApp.
A Força Aérea dos EUA (USAF) segue ampliando seu estoque de mísseis de cruzeiro antinavio JSM após assinar um novo contrato, estimado em cerca de US$ 100 milhões, com a norueguesa Kongsberg. O entendimento cobre a produção e a entrega de novas unidades até o fim de junho de 2030, dentro do esforço de integrar essa capacidade de ataque aos caças F-35A Lightning II.
👉 Leia também: Áustria e Suécia ampliam programa do C-390 Millennium com a aquisição de simuladores da Embraer
Novo contrato para expandir a frota de mísseis JSM
A Kongsberg informou que o contrato, assinado em 16 de julho de 2026, estabelece o fornecimento de um novo lote do Joint Strike Missile (JSM) para a Força Aérea dos EUA. Com isso, a empresa sustenta o ritmo de fabricação de um dos principais mísseis ar-superfície projetados para operar com aeronaves de quinta geração.
Concebido como um míssil furtivo de quinta geração, o JSM foi pensado para ser levado nos compartimentos internos do F-35A. Esse detalhe ajuda a preservar a baixa assinatura de radar do caça durante as missões, algo decisivo para atuar em cenários com sistemas modernos de defesa aérea.
Pode interessar: - Itália anuncia a venda de novas fragatas FREMM EVO para equipar a Marinha de Portugal - Após a seleção do submarino alemão Tipo 212CD, o Canadá garante suporte à sua atual frota de submarinos da classe Victoria, construídos na Grã-Bretanha
Um programa que vem adicionando novos contratos desde 2024
Esse novo acerto se soma a uma sequência de contratos firmados entre a Kongsberg e a USAF. Em junho de 2024, ambas as partes anunciaram um Contrato de Ação Indefinida no valor de US$ 141 milhões para o fornecimento dos primeiros mísseis JSM destinados ao F-35A, com entregas previstas para começar em 2026.
Na sequência, em janeiro de 2025, o Departamento de Guerra dos EUA confirmou uma modificação nesse acordo para estender a produção. Como resultado, o valor total do contrato atingiu US$ 207,9 milhões, e a fabricação foi programada para continuar até 30 de setembro de 2027. Esse pacote também contemplou hardware de testes e diferentes itens de apoio logístico indispensáveis ao processo de integração do sistema.
Capacidades do Míssil Joint Strike (JSM)
O míssil Joint Strike (JSM) foi desenvolvido para cumprir missões de guerra antissuperfície (ASuW) e para engajar alvos em terra. Ele ainda traz um sistema de guiamento que pode ser ajustado durante o voo e uma ogiva maior do que a empregada no Naval Strike (NSM), outro míssil produzido pela Kongsberg.
Quanto ao desempenho, o JSM pode voar com perfis distintos conforme a tarefa. Segundo dados anteriormente divulgados pela empresa, seu alcance chega a cerca de 280 quilômetros em uma trajetória padrão e pode alcançar 560 quilômetros ao adotar um perfil alto-baixo, ampliando as possibilidades de emprego contra diferentes tipos de objetivos.
O programa do JSM começou em 2008, a partir de uma iniciativa conjunta entre a Kongsberg e a norte-americana Raytheon. Depois de dez anos de desenvolvimento e validação, o míssil deu início ao processo de integração ao F-35 em 2012 e, desde então, foi escolhido por Austrália, Canadá, Alemanha, Japão, Noruega e Estados Unidos, consolidando-se como uma das principais opções de míssil ar-superfície para a família de caças F-35.
Imagens meramente ilustrativas.
Você também pode se interessar por: A Força Aérea dos EUA e a DARPA iniciaram voos de teste de caças F-16 controlados por inteligência artificial
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário