APM e o Roteiro da Competitividade: 15 meses para impulsionar as fileiras da economia
A APM – Associação Portuguesa de Management, em conjunto com as Escolas de Gestão, os Clusters e as Start Up, vai conduzir ao longo de 15 meses um Roteiro da Competitividade inovador, percorrendo diferentes fileiras da economia portuguesa. A iniciativa começa em 16 de setembro, na Cerealis, no setor agroalimentar.
Com esse roteiro, a proposta é oferecer um contributo direto e prático para o debate sobre quais devem ser as apostas prioritárias na criação de valor e no fortalecimento da presença internacional das empresas portuguesas nos mercados internacionais.
Competitividade após o Relatório Porter: prioridades, setores e polos de competitividade
Trinta e dois anos depois do Relatório Porter, Portugal precisa, mais do que nunca, de colocar a competitividade no centro - com todas as implicações que isso traz para a matriz econômica e social do país. Para isso, a política pública precisa ser objetiva: é necessário estabelecer prioridades de investimento estrutural por setores e por territórios, sob o risco de não se alcançarem resultados objetivos.
Este é o momento de aproveitar essa oportunidade, com uma definição explícita dos “polos de competitividade” onde atuar. Isso passa pela seleção, com base em critérios de racionalidade estratégica, das áreas territoriais em que haverá intervenção e pela mobilização efetiva de redes ativas de comercialização das competências existentes, com foco na captação de IDE de Inovação.
IDE de Inovação, I&D e redes ativas nos mercados globais
Nesse contexto, o Investimento Direto Estrangeiro tem um papel singular de alavanca para a mudança. Portugal precisa, de forma clara, conseguir entrar com sucesso no roteiro do IDE de inovação, associado à atração de Empresas e Centros de I&D alinhados aos setores mais dinâmicos da economia - Tecnologias de Informação e Comunicação, Biotecnologia, Automóvel e Aeronáutica, entre outros.
Trata-se de uma abordagem diferente, protagonizada por redes ativas de atuação em mercados globais e envolvendo os principais agentes setoriais (Empresas Líderes, Universidades, Centros I&D). Às agências públicas cabe um papel relevante na contextualização das condições de sucesso para a abordagem dos clientes.
Para sustentar uma nova economia e garantir uma economia nova sustentável, será indispensável operar com foco em prioridades bem definidas. É essencial assegurar que o IDE de Inovação seja reconhecido como vital para atrair competências capazes de induzir uma renovação estrutural ativa do tecido econômico nacional.
Ao mesmo tempo, é preciso mobilizar, de maneira efetiva, os centros de competência para essa atuação ativa no mercado global - mas sempre respeitando critérios de racionalidade estratégica previamente estabelecidos, conforme opções globais de política pública, e considerando devidamente a necessidade de manter níveis coerentes de coesão social e territorial.
A APM, por meio deste Roteiro da Competitividade, está comprometida em contribuir de forma bastante positiva para essa agenda de futuro. Para isso, será necessário mobilizar a sociedade em torno de uma agenda de criação de valor que, de fato, exigirá um novo sentido de inteligência coletiva e a aposta na inovação aberta como a melhor maneira de reposicionar a contribuição dos diferentes atores econômicos e sociais.
Essa é uma agenda que não se concretiza por decreto e representa um desafio real de compromisso com o futuro.
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